Vacina causa Autismo Fake News ou Fato?

Hoje trataremos de um assunto muito recorrente: Afinal, Vacina causa autismo fake news ou “fato”? Todos nós que somos pais e mães de autistas já ouvimos pelo menos uma vez na vida que vacina causa autismo.

Existem até movimentos mundiais que combatem veêmentente a vacinação de crianças alegando que dentre os muitos distúrbios que as vacinas podem causar, uma delas é a relação entre vacinas e autismo.

Mas então de onde tiraram essa idéia de que vacinas causam autismo?

Para entender o contexto dessa afirmação, temos que voltar a Europa no ano de 1998.

Um médico chamado Andrew Wakefield apresenteou uma pesquisa preliminar em que ele apresentou 12 crianças que desenvolveram comportamentos autistas e inflamação intestinal grave. O que 11 delas tinham em comum era a presença do vírus do sarampo no corpo, logo associou a vestígios da vacina MMR, conhecida como tríplice viral no Brasil.

O próprio Wakefield reconheceu que era muito pouco pra afirmar que a vacina causa autismo, mas mesmo assim a Europa entrou em pânico e o resultado disso foi a infecção de pelo menos 500 pessoas no mesmo ano de doenças que já não eram mais vistas na Europa, devido as pessoas ficarem com medo de vacinarem seus filhos.

vacinas-causam-autismo
Vacinas Causam Autismo

Em 2004 o Instituto de Medicina dos EUA comprovaram que não é possível que a vacina causa autismo em crianças e investigações mostraram que o objetivo do Andrew Wakefield era vender uma vacina concorrente da MMR, motivo pelo qual ele queria “demonizar” a tríplice.

Resultado: O mundo inteiro começou a criar movimentos anti vacinas o que é uma tragédia imensa, uma vez que doenças que a humanidade já é capaz de prevenir através da vacinação voltaram a causar mortes em todo mundo.

Entendendo o caso

Um estudo científico sério leva anos para fazer uma afirmação desse porte, e estuda algumas centenas de pessoas antes que possa elaborar dados suficientes para comprovar o refutar uma tese.

Principalmente no caso da vacinação, os pesquisadores teriam que identificar o agente responsável por “transmitir o autismo” supostamente presente nas vacinas e proporem uma medicação alternativa, uma vez que simplesmente acusar o “causador” do autismo não é suficiente para ajudar as famílias que sofrem com esse transtorno.

Nesse quesito, podemos afirmar que estudar apenas 12 crianças, sem levar em conta o histórico familiar, relações afetivas, histórico médico e sem acompanhá-las por alguns anos, é impossível fazer qualquer tipo de associação de qualquer produto utilizado por elas ao aparecimento de algum distúrbio ou reação  que prejudique-lhes à saúde.

Ao se levantar a hipótese de vacina causar autismo, seria necessário que algum instituto idôneo fizesse o estudo, como já foi dito anteriormente, com pelo menos algumas centenas de pessoas e mais um grupo de controle, afim de se obter resultados satisfatórios para afirmar ou contrapor a afirmação.

No Brasil o movimento anti vacinas ganhou força com a divulgação de “fake news” nos grupos de Whatsapp e no facebook por pessoas que ainda acreditam nos mitos que foram mundialmente divulgados.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a vacinação evita cerca de 2 milhões de mortes em todo o mundo e se a vacinação fosse acessível a todos os países, seriam evitadas mais 1,5 milhões de mortes causadas por doenças incuráveis, porém possuem vacinas eficazes.

Sendo assim, a afirmação de que vacina causa autismo é fake news!

Vacinas não causam autismo…

Leia nosso artigo: Entendendo a doença do autismo

O Autismo no Brasil

Não possuímos no Brasil dados concretos sobre o tamanho exato do autismo no Brasil, muito menos o número preciso de diagnósticos. POrém, tomamos por base um estudo do CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção) nos EUA, que afirma que 1 entre 110 pessoas possui comportamentos autistas.

Extrapolando esses números para o Brasil, significa dizer que dos 200 milhões de brasileiros (aproximadamente) cerca de 1 milhão e 800 mil podem ser autistas.

Sintomas do autismo infantil
Sintomas do autismo infantil

São mais de 300 mil diagnosticados somente no estado de São Paulo.

Isso resulta numa dificuldade generalizada de conseguir atendimento adequado às suas necessidades no sistema único de Saúde (SUS).

Além disso, muita gente ainda tem medo de buscar ajuda justamente pela divulgação de notícias como a das vacinas causam autismo fake news são um desserviço a uma população crescente que necessita de auxílio no desenvolvimento das comorbidades do autismo

O que causa autismo em crianças?

Apesar de não ser um consenso médico, há pelo menos uma dezena de possibilidades para a origem do autismo.

As principais hipóteses levantadas sobre as causas do autismo relacionadas são: Genéticas, Ambientais, Vacinas, Nutricionais, dentre outras.

Afirmaram que vacinas causam autismo, “fake news”; como vimos já foi comprovado cientificamente.

Já afirmaram que alterações no gene TRPC6 poderiam levar a alterações nos neurônios que resultariam no aparecimento de “sintomas” do autismo.

Há quem diga que algumas perturbações na gravidez poderiam causar autismo ou outros que indicam que a causa final do autismo é ambiental.

Outros ainda acreditam que existe co-relação entre o estômago e o autismo.

As supostas causas genéticas do autismo (alterações no gene TRPC6) como já falamos, só foram encontradas em cerca de 1% das crianças autistas estudadas, logo, não são suficientes para comprovar que autismo tem origem nos genes.

As causas ambientais ainda são muito vagas, porque estudos associaram a obesidade da mãe na gestação ao aparecimento dos traços autistas nos filhos, uso de certos medicamentos, enfim.

causas do autismo
Causas do autismo

Há estudos recentes, que encontraram alguns autistas que além do autismo, possuem outros problemas de saúde, tais como intolerância à lactose, alergia à proteína do leite, alergia à glútem e outros. Sendo assim, um grupo de nutricionistas afirmam que ao mudar a dieta dos autistas pode reduzir as manifestações dos “sintomas” e dar uma melhor qualidade de vida.

Porém os estudos ainda não são conclusivos.

Enquanto a origem do autismo continua um mistério, nós pais continuamos nessa saga de buscar terapias comportamentais, medicamentos fármacos, terapias alternativas como aromaterapia, homeopatia e florais.

Uma infinidade de possibilidades para vermos nossos filhos cada vez mais desenvolvidos e autônomos. De forma que possam enfrentar a vida com mais dignidade e igualdade com os outros cidadãos.

Sem dúvidas será um sonho o dia que entendermos totalmente como lidar com eles e como ajudá-los a superar os obstáculos que ainda existem ao seu aprendizado e rumar no caminho pela felicidade plena.

Mas como diria uma grande amiga, também mãe de um autista: “Enquanto estivermos no caminho do bem, sempre haverá um dia melhor do que o outro”.

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Fontes: USP, BBC, Saúde Abril, G1.

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